sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

velocidade estonteante




Fardos de fardos em quilos
múltiplos exponenciais
em um trajeto oblíquo
horas em sonhos não dormidos
pulsam, marcam o compasso
desse amálgama de tango e teatro burlesco

desvio desse montante
que, em queda livre
atinge a velocidade da luz
e decompoem-se em um prisma
uma vida de sete faces

os olhos espelham o desejo
de um ser inábil com o dom da liberdade

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Em cheio

Pra que receio
se o melhor tá no recheio?
Nas entranhas que não são estranhas
são nossas!
Aos mistérios sondáveis,
que captamos via intuição
Às quizumbas infindáveis
desse corpo que te pertence
salve salve salve
sem eloquencia paquiderme
rastejante em palavras ocas
essa carne se move em moinhos
que fagocitam com lindas bocas
o parasita da maleita emocional
a distância confortável
tornou-se insuportável

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Voo além

A busca do são
do sal do mar
do peso do chão.
Sem sair daqui
cogitei uma palavra
um recente descalabro
do tempo que passou
Vou alimentar minhas asas
e preparar o voo
para o admissível
Longe do ontem
ad infinitum